Descubra aqui nesse conteúdo porque utilizamos 1Hz como frequência da aquisição dos dados do GPS e, não 10 a 15 Hz, como usualmente é feito

No dia 18 de fevereiro de 1894, Charles Miller desembarcou no porto de Santos. Trouxe na bagagem duas bolas usadas, um par de chuteiras e um livro com as regras de um esporte novo jogado na Inglaterra, um tal de futebol.

Essa modalidade ainda engatinhava e era praticada em poucos países no mundo, mas envolvia criatividade, agilidade e diversão. A cara do povo de um lugar tropical chamado Brasil. E assim, virou paixão nacional.

No pós-guerra até a década de 70, na época que os campeonatos eram formados, dominamos o esporte como nunca alguém sonhou em dominar. E nunca mais alguém dominará. Paixão é o que precisa para mudar o jogo. Assim, o Brasil transformou o futebol.

Mas foi na Europa que ele evoluiu e nos próximos 25 anos da história, o continente consolidou-se como principal importador de jogadores. Nas décadas seguintes, o futebol foi globalizado. Foi o fim das fronteiras de conhecimento.

É difícil aceitar no país do futebol que os outros nos alcançariam, em todos os aspectos. Mas, é fato e agora precisamos de nos concentrar na conquista de resultados diferenciados em termos táticos e técnicos para voltarmos a ser uma hegemonia.

Assim nos comprometemos com a mudança do futebol brasileiro

Nesse contexto, surgiu a Joga+, uma empresa de tecnologia focada em interpretar e fornecer dados e insights para o futebol com o objetivo de criar um ecossistema capaz de conectar informações para todos os públicos do futebol. A missão? Revolucionar o esporte.

Assim, criamos uma inteligência inovadora utilizando IoT, Big Data e Data Science para calcular estatísticas dos jogadores (distância, mapa de calor, desgaste físico, etc.). Para isso, precisávamos de um dispositivo e, em um primeiro momento, desenhamos o processo da coleta dos dados para ser feito por smartphones.
Com a evolução da tecnologia, nos preparamos para uma grande mudança: encontrar dispositivos mais confortáveis e práticos.

Depois de muitos testes, concluímos que o melhor aliado seriam os smartwatches. Foi assim que ultrapassamos barreiras, realizamos melhorias e evoluímos para trabalhar com uma combinação de GPS e acelerômetro em prol da alta precisão dos resultados.

Como chegamos ao uso de GPS de 1Hz + Acelerômetro de 200Hz

A Joga+ não é uma empresa que desenvolveu um hardware com GPS e oferece dados brutos sobre o desempenho dos jogadores em campo. Nosso objetivo é oferecer informação refinada e de qualidade para gerar insights e despertar mudanças funcionais nos treinos.

Por isso, criamos um software de análise dos dados por meio de uma plataforma inteligente que auxilia na otimização do desempenho dos times e amplia a visibilidade dos jogadores.

Como a nossa missão é revolucionar o futebol, precisamos de um hardware com tecnologia de ponta. Por isso escolhemos usar os smartwatches que, por si só, já possuem o respaldo da Samsung ou da Apple, para coletar os dados brutos que vem do GPS. Esse tipo de dispositivo funciona com GPS de 1Hz de frequência, ou seja, uma informação de posição a cada segundo.

Para garantir a precisão, combinamos outro sensor: o acelerômetro de 200 Hz e aplicamos tecnologia de inteligência artificial e rede neural para mensurar corretamente. O resultado, comprovado em experimento realizado no CEFID-UDESC, em conjunto com o professor Lorival Caminatti e com sete alunos que jogam futebol nos times da universidade, foi o aumento da exatidão dos dados.

Vamos mostrar como isso foi feito:

  1. Definimos um circuito padrão, com variação de movimentos contendo caminhada, trote, velocidade, sprint e agilidade;
  2. Cada aluno executou três sequências: duas voltas contínuas no circuito + avaliação de salto vertical contramovimento;
  3. Tamanho total de cada sequência foi de 260 metros (2 circuitos de 130 metros). Já o tamanho total do experimento foi de 6430 metros (1 circuito caminhando para reconhecimento + sete alunos executando três sequências cada + deslocamento de 40 metros para salto vertical após cada sequência);
  4. Cada aluno utilizou 3 dispositivos JogaPro e três dispositivos GPSports, os quais foram ligados e desligados no mesmo local e momento.

Esses foram os resultados:

  • Joga+: média de 6321 metros (desvio padrão de 84 metros)
  • GPSports: média de 6193 metros (desvio padrão de 445 metros)

É comum nos questionarem porque não usamos a frequência de 10Hz ou 15 Hz com outros GPS. Agora, depois que contamos toda a nossa jornada, a resposta ficou mais clara.

Na verdade, desenvolver tecnologia para fornecer dados e insights para revolucionar o futebol é um processo longo e só conseguimos chegar aqui fazendo algumas descobertas.

Para criar conforto e praticidade, usamos os hardwares de ponta dos smartwatches de empresas como Samsung e Apple. Para inserir nosso software nesses dispositivos, adaptamos para a frequência de 1Hz e combinamos com sensores (acelerômetro) e tecnologia (IA e rede neural) para garantirmos a precisão dos dados.

No final, garantimos conforto e praticidade na coleta, conseguimos dados com mais exatidão e os transformamos em dados refinados apresentados na nossa plataforma. E, assim, continuamos rumo à nossa missão.